ARQUITETURA PENTECOSTAL: A ALTERAÇÃO DA CENTRALIDADE DO CULTO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS DO BRASIL

Thais de Albuquerque d’Angelis

Resumo


O presente artigo abordará o tema da arquitetura pentecostal brasileira, em
específico a matriz desse movimento no Brasil, a Assembleia de Deus. Para
compreender o formato dessa denominação será tratado desde a Igreja Primitiva, passando pela Igreja Reformada, até o modelo atual de Assembleia de Deus brasileiras. Quando tratamos desse nicho de arquitetura no Brasil, sentimos a ausência de sua expressividade. Que pode ser justificado por fatos históricos, com a repressão da coroa portuguesa a religiões diferentes do Catolicismos, e também por fatores que distanciaram as artes dos espaços religiosos. Ao analisar a forma espacial e elementos arquitetônicos presentes nos templos assembleianos, influenciados pelo movimento protestante mais recente, é observado que essa forma se afasta da doutrina seguida pela mesma. Após a mudança espacial nas naves, onde o local do culto, antes destinado à explanação da palavra, agora se assemelha a espaço de show e cinema. Essa tipologia de espaço adotada traz à luz o dualismo presente no mundo religioso desde o surgimento do cristianismo, luz e trevas, sagrado e secular, para dentro dos espaços religiosos, não havendo separação. Os mesmos elementos arquitetônicos empregados para espaços não sagrados estão sendo replicados nos espaços sagrados. Vista essa contradição, o presente trabalho
tem como objetivo empregar uma leitura e aplicação conciliatória entre a expressão da arquitetura moderna e os aspectos religiosos, evidenciando as definições litúrgicas, doutrinárias no desenho do templo contemporâneo, para que não haja a alteração da centralidade do culto.


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