PROCESSO DE URBANIZAÇÃO: INTERFACES ENTRE A MORDENIZAÇÃO E OS IMPACTOS AMBIENTAIS

Ângelo de Freitas Lima

Resumo


Observa-se que nos séculos XVII e XVIII em virtude da produção do açúcar, o
processo de urbanização em solo brasileiro evidenciou-se pelas cidades litorâneas formarem os primeiros centros urbanos. Após a descoberta do ouro e com o início da produção do café, em regiões distantes do litoral inicia-se outro ciclo de formação de novos centros urbanos, no entanto, as cidades litorâneas não deixaram de se desenvolver, tendo em vista que toda produção, seja de açúcar ou de ouro era escoada pelo litoral. Assim, a urbanização é vista como um movimento natural de toda cidade em crescimento, no entanto somado isso, os impactos tanto na infraestrutura do município quanto os impactos ambientais são inevitáveis. Parte desse processo de crescimento, a ocupação irregular de áreas que deveriam ser preservadas é uma realidade que a longo prazo as consequências tornam-se custosas e em alguns casos irreparáveis. Nas cidades litorâneas, os danos com ocupação irregular estão visíveis pelas construções próximas as praias, onde elimina-se a vegetação que atua no processo de manutenção da faixa de areia, que por consequência não se evita o avanço das marés. Inerente ao processo de urbanização, os impactos ambientais se tornaram uma realidade que hoje estão sendo sentidos, como premissa do presente artigo, a praia de abrange o bairro de Lagoa Funda no município de Marataízes-ES sofre constantemente nos períodos de maré alta, via consequente de uma série ações anteriores tomadas visando minimizar os impactos da erosão das faixas de areias em praias vizinhas a ela.


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